Estrias: Como
eliminÁ-las?

A pele se rompe, as bordas cicatrizam e pronto: a pele ganha uma marca que incomoda a todos, homens e mulheres: as estrias.
E, para deixar a situação pior, ainda não existe um tratamento médico ou estético para acabar totalmente com elas

 
A estria se forma quando a pele é excessivamente estirada, ultrapassando sua capacidade de distensão. “Ela se rompe e suas bordas, ao cicatrizarem, formam uma linha deprimida na superfície da pele”, explica o cirurgião-dermatológico Rogério Ranulfo.

Até mesmo a prevenção é difícil, devido aos vários fatores que podem provocar as estrias. “Várias são as causas de seu aparecimento: crescimento na puberdade, aumento de peso, gravidez ou o uso crônico de medicamentos a base de corticosteróide, tanto tópico como via oral”, continua Ranulfo.

O problema, que atinge mais as mulheres, pode estar presente em qualquer parte do corpo, mas sempre atacam as áreas mais femininas, como bumbum, seios e barrigas. Para cada lugar e tipo de estria é indicado um tratamento.

Segundo a dermatologista graduada pela Universidade de São Paulo, especializada em medicina estética Alessandra Ribeiro, as estrias avermelhadas são as mais recentes tendo essa coloração devido ao rompimento sanguíneo. Os tratamentos iniciados nessa fase têm melhores resultado, pois as células continuam vivas e com maior capacidade regenerativa.

Já as estrias brancas são consideradas as mais antigas. “Essas estrias são de cor branco-acinzentado, pois a melanina (substancia que dá coloração à pele) não é mais produzida onde as fibras se rompem. Também apresentam uma diminuição acentuada da espessura da pele, formando uma depressão, tipo uma cicatriz. Os tratamentos iniciados nessa fase conseguem apenas estreitá-la”, explica a dermatologista.

Tratamentos e novidades

O tratamento com ácidos, peeling, é um dos mais comuns para a eliminação das estrias. “Eles estimulam a formação de tecido colágeno, melhorando o aspecto das estrias”, diz Alessandra.

No entanto, a dermatologista explica que cada caso é diferente do outro. “Pode haver descamação e vermelhidão e a concentração ideal para cada caso deve ser definida pelo dermatologista, de acordo com o tipo de pele”.

Há também a mesoterapia. Segundo Alessandra, esse tratamento pode ser aplicado nos dois tipos de estrias. “É injetada no local da estria, com finas agulhas, uma substância capaz de estimular a produção de colágeno na quantidade ideal para preencher os sulcos das estrias antigas, que, por conseqüência, ficam mais estreitas. Cada aplicação dura 10 minutos por estria e o tratamento leva, no mínimo, dois meses”.

Esse tratamento, porém, é dolorido e nem todos aceitam a recuperação. “Eu tenho varizes há muito tempo, fiz mesoterapia, mas a recuperação é muito dolorida e a minha pele ficou um pouco roxa depois da aplicação. Hoje eu trato apenas com ácido”, confessa a professora Maria Cristina de Oliveira.

Já o laser é um tratamento mais moderno e indicado para as estrias avermelhadas, provocando o fechamento dos pequenos vasos. “O laser promove a formação de novo colágeno, com diminuição do tamanho das estrias recentes ou antigas”.

Em breve, quem quiser livrar-se das estrias terá ainda uma nova opção. Um aparelho em fase de testes, eletroporador, pretende fazer com que qualquer tipo de substância penetre na pele, contudo sem agulhas.

Segundo Orlando Sanches, esteticista responsável pelo setor de estética da Clínica Charles Yamaguchi e especialista em pré e pós-operatório, Laser e drenagem linfática, o eletroporador cria e emite uma onda eletromagnética que permite a introdução de substâncias através da pele.

“Estamos testando uma melange (mescla de substâncias) que estimulam a produção de novo colágeno, hidratam e regeneram a pele. São necessárias no mínimo dez aplicações para se avaliar os resultados”, explica.

O custo das sessões do aparelho que vem substituir as agulhas ainda está sendo definido, devido à fase de testes que deve durar mais 60 dias. “Ainda não definimos o custo, mas cada sessão deve ficar em torno de R$ 150 a R$ 400”, informa Sanches.

Como evitá-las

A prevenção é a melhor forma de tratamento. Como? Hidratando e nutrindo a pele ao máximo para garantir sua elasticidade e impedir a ruptura de suas camadas internas.

Segundo Alessandra, evitar roupas apertadas é uma maneira de evitar estrias. “A prática de exercícios físicos regularmente, evitar engordar e emagrecer repentinamente e a preferência por alimentos saudáveis são fundamentais para evitar estrias” aconselha a dermatologista.

Bota Fora das Estrias

dezembro 5, 2007

A cada dia, a gente comemora o surgimento de um novo tratamento para as estrias — sejam elas recentes ou antigas.

As estrias só não são páreo para a celulite, inimiga pública número 1 das mulheres de todo o mundo, mas também fazem um estrago e tanto no corpo e no amor-próprio de qualquer mortal. Segundo estimativa feita pelo dermatologista Otávio Macedo, de São Paulo, 60% das brasileiras sofrem com o problema. Não é para menos: as estrias podem estar presentes em qualquer parte do corpo, mas atacam preferencialmente as principais armas de sedução femininas: bumbum, seios e barriga. Tem mais: elas não dependem exclusivamente do aumento excessivo de peso ou do efeito sanfona recorrente. Resultantes da ruptura das fibras de colágeno e elastina da pele, os sulcos também podem aparecer a partir do crescimento muito rápido na adolescência, na gravidez ou com o uso de corticóides.

Assim que surgem, são estrias vermelhas niveladas ao restante da pele, parecendo arranhões. Pouca gente sabe, mas essa tonalidade escura tem razão de ser. Assim que as fibras se rompem ocorre um processo inflamatório. Para que a inflamação cesse, o organismo manda mais sangue para a área. Ele permanece lá por meses, até que a “ferida” se transforme em uma cicatriz esbranquiçada e funda. “Por isso, quanto antes a estria for tratada, maiores as chances de sumir”, diz a dermatologista Ligia Kogos, de São Paulo. Nas linhas avermelhadas, por exemplo, um único tratamento pode resolver. Porém, nas brancas e fundas, os médicos precisam associar dois, três ou até quatro técnicas para diminuir a profundidade e espessura das marcas.

Para ajudar você a escolher tratamentos de ponta diante das dezenas de opções oferecidas, fizemos um ranking com 12 dermatologistas conceituadíssimos: Ligia Kogos, Patrícia Rittes, Otávio Macedo, Shirley Borelli, Carolina Ferolla, Denise Steiner, Ana Lúcia Recio, João Carlos Pereira, Adriana Vilarinho, Mônica Maluf, Luciana Lourenço e Jozian Quental. Cada um deles elegeu as opções mais eficientes para combater estrias vermelhas e brancas. Conheça, a seguir, as mais votadas.

O fim das estrias vermelhas

Peeling de ácido retinóico
Como é feito: um creme de ácido retinóico (com concentração de 5% a 8%) é aplicado sobre a área afetada, em consultório. Depois de duas horas, o médico retira o produto com água ou soro fisiológico.
Modo de ação: a substância estimula uma maior produção de colágeno, que interrompe o processo inflamatório e preenche a depressão caso ela já esteja se formando. Também remove as camadas superficiais da pele, fazendo com que as estrias pareçam menos profundas.
Anestesia: não é necessária. A aplicação é indolor.
Reações: por quatro dias a pele fica ressecada e pode descamar.
Contra-indicações: mulheres com pele muito sensível ou que pretendem tomar sol em seguida.
Primeiros resultados: após a quarta sessão.
Número de sessões: de seis a dez, feitas quinzenalmente.
Preço médio por sessão: de 100 a 250 reais.

Quantum Como é feito: o aparelho de laser emite um feixe de luz sobre a estria.
Modo de ação: ao atingir a estria, há um maior estímulo à produção de colágeno, o que interrompe a inflamação e restitui a pele danificada.
Anestesia: apenas pomada anestésica para evitar o ardor.
Reações: a pele fica vermelha por cerca de 24 horas. Eventualmente podem surgir crostas, que caem em até uma semana.
Contra-indicações: quem pretende se expor ao sol.
Primeiros resultados: a partir da terceira ou da quarta sessão.
Número de sessões: seis com intervalos de 15 a 30 dias.
Preço médio por sessão: de 350 a 1000 reais (depende da extensão da área tratada).

Estrias brancas suavizadas

Microdermoabrasão com cristais
Como é feito: um aparelho que emite partículas de sílica e de óxido de alumínio desliza sobre toda a região que apresenta estrias, fazendo um tipo de jateamento.
Modo de ação: funciona de forma semelhante aos peelings, porém, atinge camadas mais profundas da pele. Dessa forma, diminui a profundidade das estrias. O procedimento também estimula a produção de colágeno, que preenche as depressões que sobraram.
Anestesia: local ou em forma de pomada.
Reações: por um mês, a pele fica vermelha como se tivesse sofrido um arranhão.
Contra-indicações: há risco de manchar a pele morena ou a de mulatas e orientais. Quem tem tendência à formação de quelóides também deve passar longe da microdermoabrasão.
Primeiros resultados: após a segunda sessão.
Número de sessões: de três a seis, sendo uma por semana ou a cada 15 dias.
Preço médio por sessão: de 350 a 900 reais (depende da extensão da área tratada).

Vitamina C Como é feito: com uma seringa, o médico aplica a substância ao longo de toda a estria.
Modo de ação: a vitamina C e a picada na pele ajudam a formar novas fibras, aproximando as bordas das estrias e deixando a depressão menos aparente.
Anestesia: em forma de pomada.
Reações: a pele fica vermelha e inchada no local da aplicação. Esses sintomas desaparecem em cerca de uma semana.
Contra-indicações: mulheres alérgicas à vitamina C.
Primeiros resultados: após a quarta sessão.
Número de sessões: dez, em média, sendo uma a cada 15 dias.

novidade à vista

De tudo o que vem por aí, este método é o que promete os melhores resultados
Um novíssimo tratamento chegou recentemente ao Brasil e promete combater estrias vermelhas e brancas. É o aparelho StarLux, fabricado pela empresa americana Palomar. Ele tem dois mecanismos de ação: o laser Nd:YAG 1064 (pulso longo) e a luz intensa pulsada. O laser funciona bem para estrias avermelhadas. “Ele diminui o intenso fluxo sanguíneo dentro da estria e estimula a formação de novas fibras de colágeno, promovendo a regeneração da pele”, diz o dermatologista João Carlos Pereira, de São José do Rio Preto (SP).

O tratamento dura de quatro ou cinco sessões, sendo uma por mês. Cada aplicação custa de 700 a 1200 reais, de acordo com a extensão da área tratada. A luz intensa pulsada proporciona bons resultados em estrias antigas e esbranquiçadas. Ela é semelhante às outras existentes no mercado, porém, apresenta algumas vantagens. Primeiro: libera o dobro de energia, o que torna o tratamento mais eficaz. Segundo: a ponteira tem duas vezes o tamanho das tradicionais. Sendo assim, cada disparo abrange uma área maior e a sessão é feita em metade do tempo. Você deve estar se perguntando como a luz intensa pulsada age… De duas formas. Ao atingir a estria, estimula a produção de colágeno, promovendo uma retração da largura de cada cicatriz. E, ao incidir sobre a pele ao redor, destrói os depósitos de melanina que surgem com a exposição solar. Isso gera um clareamento da área e faz com que a linha branca se torne menos evidente. Para bons resultados, recomenda-se fazer de três a seis sessões, sendo uma por mês. Cada aplicação custa de 700 a 1200 reais de acordo com a extensão da área tratada.

Tratamentos

dezembro 5, 2007

Estudos apresentados nos últimos congressos de Mesoterapia e de Medicina Estética revelam que os melhores resultados têm sido obtidos com a associação de procedimentos. A novidade é o ácido glicólico no combate às estrias. Como ele tem o poder de destruir o estrato córneo, seu uso como peeling na pele com estrias leva a uma estimulação da produção de colágeno e conseqüente regeneração da epiderme. O tratamento completo inclui sessões quinzenais intercaladas de mesoterapia, injetando-se uma combinação de X-ADN (que tem o poder de induzir a pele a fabricar colágeno), Conjunctyl (estimula os tecidos, favorecendo a elasticidade), Fonzylane (vasodilatador ativo), mais Procaina ácida 2% (que tem mostrado poder de estimulação das células). O tratamento, após 20 sessões (a 150 reais cada), mostrou uma melhora de 80% em estrias rosadas e violáceas. No caso de estrias mais antigas (brancas), a indicação é fazer eletroestimulação com ondas galvânicas (provoca uma reação inflamatória com cicatrização das lesões e preenchimento dos sulcos das estrias), associada ao peeling com ácido glicólico. O resultado aparece depois da 15ª sessão e custa em média 70 reais.

Cor das Estrias

dezembro 5, 2007

A Cor da Estria Revela o Tamanho do Estrago

A cor determina a gravidade da estria e o seu processo de formação não pode ser interrompido nem natural nem artificialmente. Mas, com o tempo, ela vai assumindo novos aspectos: o comprimento pode ficar levemente atenuado e a coloração passa a ficar mais clara. Entretanto, é sempre bom saber que quanto menor e mais novinha ela for, maior a probabilidade de sucesso no tratamento. Saiba identificar o estágio em que as suas estão:

  1. Tom rosa-claro – É o primeiro alarme de rompimento da pele. E a melhor hora para você se armar de munição.
  2. Tom violáceo – Depois ela se alonga e se alarga e vai ficando arroxeada. A probabilidade de sucesso no tratamento diminui, mas ainda é significativa.
  3. Tom branco – Se puder, não deixe chegar a este estágio. Quando a estria tem este tom branco-nacarado, com superfície plana, formando ligeiras depressões, há pouco a fazer para se livrar delas. Mas ainda dá para tentar ou, em última análise, disfarçar estas marcas.

Prevenir ainda é o Melhor Remédio

Se você se enquadra em algum desses grupos de risco, fique atenta a tudo o que pode ser feito para deixar sua pele o menos vulnerável possível. A qualquer sinal que denuncie uma disfunção hormonal, corra para o endocrinologista para tratá-la rápido. No mais, tente incorporar estes cuidados à sua rotina:

  1. Tente manter o seu peso estável, principalmente na gravidez.
  2. Evite o sol e proteja-se com poderosos bloqueadores quando for se expor a longos períodos.
  3. Evite banhos muito quentes que removem a camada protetora.
  4. Use cremes antiestrias no corpo todo. Eles ajudam muito mais na prevenção do que no combate às estrias. Escolha algum com alphahidroxiácidos, que removem as células mortas e ajudam a pele a se renovar. Algumas boas opções são Body Lotion, da Mene & Moy Systemuma, revolucionária loção para o corpo com 30% de ácido glicólico; Moisture Therapy Body Lotion, da Avon; Emulsão Preventiva de Estrias da linha Mamãe e Bebê, da Natura; Specific Vergeture, de Galénic; Regeno e Termo Fluid Corpore, da Valmari.
  5. Adote o uso dos óleos vegetais. Os de amêndoa doce, semente de uva, cenoura e gergelim protegem a camada superficial da pele e evitam a perda de umidade.

Se a sua pele ainda não foi “riscada” pelas estrias, saiba o que você pode fazer para continuar longe delas. Mas, se o mal já se instalou, é hora de se preparar para o ataque. Maristella Escobar    

Se antes as estrias eram consideradas sobras da gravidez, hoje já se sabe que o seu aparecimento está associado a uma série de disfunções físicas, como o eterno engorda-emagrece. Isso provoca uma distensão tão grande na pele que ela é incapaz de voltar ao seu estado original. Veja como isso acontece:

  1. Você engorda e acumula gordura em determinadas regiões, como nádegas, coxas, seios, bumbum e abdômen.
  2. As fibras de colágeno e elastina se estiram. Elas estão presentes na derme (uma camada intermediária da pele) e se desarranjam em volta dos pontos onde houve o rompimento, formando uma lesão.
  3. Surgem as cicatrizes. Para se recuperar do estiramento excessivo, a pele reage formando minicicatrizes avermelhadas que depois ficam brancas.
  4. A pele perde a firmeza. Esse processo também causa um esgarçamento da camada superficial da pele (a epiderme), deixando-a mais fina. O resultado é uma pele cheia de linhas irregulares e claras.

Afinal, de quem é a culpa?

As estrias costumam surgir após acentuado aumento de peso e podem aparecer também em mulheres bem jovens, principalmente na puberdade. As principais causas das estrias são:

  • Fatores hormonais – Embora esta influência não esteja totalmente comprovada, sabe-se que o aumento da produção hormonal propicia o surgimento de estrias, aumentando o chamado “grupo de risco” entre as mulheres. Por isso, meninas na puberdade (que passam a produzir hormônios novos, como estrógeno e progesterona) e mulheres grávidas (que passam a produzir, principalmente, mais estrógeno) estão mais propensas ao ataque das estrias.
  • Crescimento muito rápido – Pode ocorrer na puberdade, quando há um crescimento repentino, sem dar à pele condições de se adaptar aos novos contornos.
  • O eterno engorda-emagrece – Este é outro fator que leva à distensão dos tecidos cutâneos. A pele precisa de tempo para se refazer das mudanças, se amoldar ao novo volume de gordura e massa muscular que ela cobre. Se ele se altera constantemente e muito rápido, a pele não consegue se reestruturar e ocorre um desarranjo entre as fibras.
  • Gravidez – O ganho de peso acentuado e repentino, como o que acontece na gravidez, é um dos fatores mais comuns. Principalmente na região da barriga, onde a pele sofre o maior estiramento. Se não estiver suficientemente lubrificada por óleos, surgem as estrias.
  • Aumento exagerado de massa muscular – Isso também favorece o surgimento de estrias. A hipertrofia dos músculos, causada pela musculação (um tipo de atividade que é mais praticada por homens, embora as mulheres comecem a despertar para ela), pode fazer com que a pele se estique além da sua capacidade elástica, causando o rompimento das fibras.
  • Ressecamento da pele – Outros fatores que podem abrir caminho para que as estrias se instalem são o abuso do sol (ele fragiliza as fibras de colágeno e elastina, comprometendo suas propriedades), banhos muito quentes (removem a camada protetora da pele) e falta de hidratação (pele desvitalizada e doente se rompe mais facilmente).
  • Exercícios de alto impacto – No campo da atividade física, o sedentarismo também representa uma ameaça, já que a pessoa que não se mexe deixa de estimular a circulação sanguínea que também dá vida à pele. Por outro lado, não se deve abusar dos exercícios de impacto (ao saltar alto, há um tracionamento dos tecidos que dão sustentação aos seios, por exemplo). O melhor é adotar o uso de sutiãs bem firmes, especiais para prática esportiva.

Aponte as Armas para os Culpados

A medicina estética tem investido muito na pesquisa envolvendo o tratamento das estrias.

  • Lipo funciona – A própria evolução da técnica de lipoaspiração está revelando boas surpresas nessa área. Estudos recentes vêm mostrando que, em certos casos, a aspiração da gordura superficial na região onde não há estrias estimula a produção de colágeno da pele, melhorando sua elasticidade (mas não pense que a lipo resolve estrias: pelo contrário, se você está cheia delas, nem pode pensar em uma lipo, porque uma pele que perdeu a elasticidade não consegue se adaptar a um novo volume).
  • Laser, o mais moderno – Sabe-se hoje que nenhum método isolado é eficaz o suficiente para mostrar resultados visíveis. No que se refere à remoção e recuperação da camada superficial da pele, sobretudo no caso de estrias mais antigas que não oferecem possibilidade de melhora com outros tratamentos, o uso do soft laser especial para tratamento estético, como o Ultrapulse de CO2, é indicado. Ele promove um tipo de lixamento da pele, eliminando uma boa parte da camada superficial. Pode reduzir significativamente as estrias e até dar um fim àquelas mais recentes. Entretanto, é bom lembrar que este é um procedimento caro (a aplicação custa em média 3 mil reais).
  • Ácido renova a pele – Outra opção é o tratamento feito com aplicação de cremes à base de ácido retinóico (acelera a renovação celular e estimula a formação de colágeno novo). O resultado mais visível, com formação de uma nova epiderme, só aparece depois de um ano (e deve ser interrompido se você for para o sol). O preço de dez sessões, onde se usam dez bisnagas de 50g, sai por volta de 150 reais).
  • Peeling, para as mais superficiais – O lixamento da pele feito com o Skin Lifting, um aparelho italiano que promove um tipo de peeling profundo (ou dermoabrasão) graças à ação abrasiva de um jato de microcristais de óxido de alumínio, elimina de maneira suave e uniforme as camadas superficiais da epiderme. Ele forma pequenas feridas nas regiões com estrias, que depois são tratadas com substâncias emolientes e calmantes. Esse processo estimula a regeneração celular, levando ao surgimento de uma nova pele. Cada sessão dura de 20 a 40 minutos e são necessárias entre 10 e 20, com intervalo de cinco a oito dias para a pele se recuperar. O tratamento completo sai em torno de mil reais.

O caminho das estrias

dezembro 5, 2007

Uma pesquisa com 500 leitoras de BOA FORMA apontou que 326 delas são donas dessas mal traçadas linhas. As maiores vítimas? Infelizmente nossos melhores – e mais femininos – atributos: bumbum, seios e coxas (veja como elas se distribuem pelo corpo no ranking das fotos). Mas, nem tudo está perdido. Tratamentos novíssimos associados a métodos consagrados prometem recuperar tanto a aparência da pele que, para ver as danadas, só com lupa!

por Deise Garcia fotos Duca Valery

Elas disputam em pé de igualdade com a celulite o posto de maior pesadelo feminino. Embora atinjam cerca de 60% das brasileiras, segundo pesquisa feita no ano passado pela dermatologista gaúcha Dóris Hexel, contra 90% das vítimas dos furinhos, as estrias são temidas porque, uma vez instaladas, fica difícil se livrar delas.

Mas, afinal, quem é o vilão dessa história? A genética, respondem sem piscar os dermatologistas. E explicam: tem gente que já nasce com as fibras elásticas da pele mais frágeis, virando presa fácil dessas marcas. Basta crescer muito depressa na adolescência ou ganhar muito peso em qualquer idade que lá vem estria. A gravidez também é um período de risco. Outro perigo é o uso contínuo de corticóide, medicamento que causa retenção de líquido, inchaço e conseqüente distensão da pele.

Na geografia dessas linhas, costas, laterais das coxas, quadris e bumbum, em geral, são premiados na adolescência por causa do crescimento. Já as que aparecem durante a gravidez ficam principalmente nos seios, na barriga e no alto das coxas, pontos que “engordam” mais na gestação. Quer saber como elas crescem e aparecem? A pele estica, as fibras se rompem e começa um processo inflamatório – é a fase das linhas vermelhas. Com o tempo, passa a inflamação e o corpo produz um colágeno mais espesso para cicatrizar o machucado – nessa altura, a marca vira um traço esbranquiçado.

O importante é não deixar que elas se instalem – prevenir, especialmente nesse caso, é o melhor remédio, claro. Mas, se ainda são rosadas ou vermelhinhas, em questão de umas dez semanas você tem chance de apagá-las da sua vida. Já as brancas, mais antigas, pedem no mínimo quatro meses de cuidados intensivos.

Os tratamentos tentam uma renovação da epiderme, aumentando a produção de colágeno e elastina para preencher (de dentro para fora) os pontos de ruptura da pele e aumentar a flexibilidade, como ação preventiva. Agora, a boa notícia: dois métodos novíssimos chegaram com promessa de alta performance. E um tratamento consagrado também tem conseguido deixar muita gente feliz. Escolha suas armas!

…E O MAPA PARA ACABARQuanto mais cedo você começar um tratamento, melhores e mais rápidos serão os resultados. Por isso, nada de bobear: ao notar o aparecimento de linhas avermelhadas no corpo, consulte um dermatologista

Microdermoabrasão: um clássico consagradoTambém conhecido como peeling de cristal, o método, surgido nos anos 1990, continua imbatível no tratamento de estrias recentes, que têm coloração avermelhada. Estimula a renovação celular e a produção de colágeno e elastina por esfoliação mecânica, feita com jatos de cristais de hidróxido de alumínio. O melhor é que a descamação da pele é suave e o procedimento praticamente indolor. Em geral, as estrias recentes desaparecem após cinco sessões, feitas quinzenalmente. Já para as estrias brancas e fundas, os especialista associam na mesma sessão o peeling de cristal ao peeling químico, à base de ácido retinóico – as estrias ficam praticamente invisíveis após dez sessões quinzenais. “Só para relembrar, peeling é o nome dado a qualquer procedimento que provoque uma descamação na epiderme, fazendo com que surja uma camada mais nova e saudável”, explica a dermatologista Karla Assed, de São Paulo. O tratamento não dói, mas a pele fica avermelhada e sensível por alguns dias. Casquinhas escuras, que aparecem nesse período, caem em até dez dias (sol, nem pensar!). Preço por sessão: de 80 a 120 reais.

Carboxiterapia: um novo gás para a epiderme
A injeção de gás carbônico, que já vem sendo usada com sucesso contra gordura localizada, celulite e flacidez, é uma das mais novas armas contra estrias. A técnica francesa consiste na aplicação do gás diretamente no tecido subcutâneo com agulha curta e fina (a mesma usada na intradermoterapia). O CO2 se espalha pela área, estimulando a formação de novas fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela firmeza, sustentação e uniformidade da pele. “Estudos clínicos comprovaram esses efeitos, deixando a pele mais resistente”, explica a dermatologista carioca Marcelle Miranda. O número de picadas depende da extensão da região a ser tratada. Cada lado do glúteo, por exemplo, recebe de três a cinco furinhos; já a parte posterior de cada coxa, de quatro a dez. A introdução do gás pode ser um pouco dolorida, mas o desconforto desaparece no fim da sessão. A pele pode ganhar pequenas manchas roxas que desaparecem em 15 dias e o local fica inchado por até uma semana. O tratamento completo dura de 15 a 20 sessões, realizadas até duas vezes por semana. Cada sessão varia de 120 a 150 reais.

Emblica: pele novinha num peeling!
A mais nova esperança antiestrias é o peeling de Emblica, um ativo fitoterápico que promete fazer linhas antigas e esbranquiçadas regredirem (reduzir a largura e suavizar a coloração) em até 70%. Obtido de uma planta nativa do sudoeste asiático (Phyllanthus emblica), estimula a produção de colágeno de forma a preencher os vãos, nivelando a pele estriada. A dermatologista Cristine Carvalho, de São Paulo, já utiliza o método associando cobre, retinol e DMAE ao peeling de Emblica. Enquanto as três primeiras substâncias estimulam a produção de colágeno, fazendo com que a estria seja preenchida de dentro para fora, o DMAE aumenta a firmeza da epiderme. “O ideal é fazer o peeling uma vez por semana e aplicar diariamente um sabonete e um creme formulados com os mesmos ativos”, diz Cristine. O procedimento é indolor, mas o local pode ficar avermelhado por alguns dias e é proibido tomar sol. Recomenda-se fazer, em média, dez aplicações para estrias recentes e 15 para as mais antigas. Preço por sessão: de 180 a 200 reais.

OS COSMÉTICOS TAMBÉM DÃO AQUELA FORÇAOk, a gente sabe que a culpa é da genética. Mas, nem por isso, vale deixar de lado os cuidados preventivos. Pense bem: se a pele é frágil, um motivo a mais para você tratar dela com carinho. “Uma pele bem hidratada e nutrida fica menos vulnerável a rompimentos, mesmo que tenha tendência para isso. Como a elasticidade e a resistência estão diretamente ligadas à quantidade de água e óleo que o organismo produz ou retém, os cremes dão uma força nesse processo”, explica Cristine Carvalho. Veja abaixo uma seleção de produtos que prometem atuar tanto na prevenção quanto na redução das estrias.

Striactive, Dermage, 165 reais. Age na renovação celular e protege as fibras de colágeno e elastina, com forte efeito hidratante e cicatrizante

Anti-Estrias, L’Oréal, 44,90 reais. Promete ação corretiva, firmadora e alta hidratação da pele, reduzindo o aparência das estrias em três meses

Creme Estrias, Ligia Kogos, 60 reais. Com ácido glicólico, estimula o colágeno, previne novas e suaviza a aparência das linhas já instaladas|

Loção Hidratante Prevenção de Estrias, H2O Cosméticos, 13,90 reais. Contém óleos naturais e complexo de elastina e colágeno, agindo na prevenção das estrias

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